Conhecer e prevenir o HPV

 

O HPV em ação


Ilustração: Robles/Pingado
 
O esquema acima mostra a infecção pelo papilomavírus humano e sua replicação nas células epiteliais da membrana basal colo do útero (a). Novos vírus são liberados assim que as células se replicam em direção à superfície do epitélio (c). O DNA viral se integra ao DNA da célula epitelial hospedeira (f). O vírus depende da síntese das proteínas L e proteínas E. As proteínas E6 e E7 estão particularmente ligadas ao aparecimento de células cancerosas (d, b e f). Quando ocorre a malignização do tecido do colo do útero, é visível uma arquitetura desordenada do tecido e pode acontecer a invasão de camadas mais profundas, agravando o quadro (e).

Os vírus classificam-se em vários tipos e subtipos e variantes de um mesmo tipo, dependendo da semelhança na sequência dos nucleotídeos. Essa classificação foi possível graças ao desenvolvimento das técnicas de biologia molecular. Amostras de DNA de um vírus são colocadas em contato com o DNA de outras amostras. As fitas duplas do DNA são todas separadas, com o auxílio de enzimas específicas, e, então, se agregam conforme a complementaridade natural das bases de DNA. Esse processo chama-se hibridização molecular. Quando existe menos do que 50% de semelhança com outros membros, é definido um novo tipo e dado um número na ordem da descoberta. Se a semelhança é maior do que 50%, caracteriza-se um subtipo e, se for próxima de 100%, os vírus são considerados como variantes do mesmo tipo. Dessa forma, os papilomavírus são genotipados e não sorotipados, como em outros casos em que a detecção dos microorganismos é feita indiretamente mediante anticorpos gerados pelo sistema imunológico hospedeiro.

Assinale que há outra maneira de se classificar um novo tipo. Esse processo é baseado na técnica de sequenciamento de DNA - no caso, a sequência dos nucleotídeos dos genes E6, E7 e L1. Quando há uma diferença maior do que 10% em relação aos outros já conhecidos, se descreve um novo tipo. Existem cerca de 100 tipos diferentes de HPV já catalogados. Contudo, quatro deles merecem atenção especial: HPV 6, HPV 11, HPV 16 e HPV 18.

Comente que os tipos 6 e 11 são responsáveis, principalmente, por lesões benignas, representadas por verrugas genitais ("cristas de galo"). Geralmente elas podem ser tratadas por meio de cauterizações, substâncias químicas ou aparelhos que se assemelham ao bisturi elétrico, com aplicação de anestésicos locais.

Os outros dois tipos, 16 e 18, por sua vez, são os responsáveis pelas infecções subclínicas e que, quando não tratadas adequadamente, podem evoluir para um câncer genital, especialmente o do colo do útero.


 

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