A TEIA DE ARACNE

 

Conta uma lenda grega que Aracne era uma jovem que tecia rendas como ninguém. Sua fama, cada vez maior, despertou a ira de Minerva, a deusa das Artes. Transformada em velha, Minerva foi à casa de Aracne para comprar rendas. Na conversa, disse que as rendas eram bem-feitas, mas que as de Minerva eram mais belas. Aracne discordou e Minerva, furiosa, desafiou a jovem para tecerem juntas e decidirem qual era a melhor. A renda de Aracne foi ficando cada vez mais bonita. Minerva, cheia de inveja, transformou a moça em uma aranha, que até hoje tece e tece, sem cessar.

Quando pensamos em aranhas, logo nos lembramos das teias. Mas nem todas as aranhas tecem teias. A caranguejeira, a aranha-da-grama, a aranha papa-moscas, por exemplo, não tecem teias. Mas usam de muitas maneiras os fios de seda que produzem pelas fiandeiras do fim do abdome.

A maioria das aranhas deixa um rastro de fio de seda enquanto caminha. Por esse fio elas ficam suspensas quando caem, e por ele voltam a subir. As aranhas também usam os fios de seda para embrulhar as presas que caçam.

Um dos usos mais interessantes do fio de seda é como pára-quedas. A aranha sobe em algum objeto alto, como uma haste de grama ou uma cerca, e fica de frente para o vento, na ponta das patas. Em seguida, levanta a ponta do abdome e vai soltando fios pela fiandeira. Levados pelas correntes de ar, os fios içam a aranha, que então viaja para longe, como que pendurada a um pára-quedas.

As aranhas também usam os fios de seda para botar ovos. Eles são postos sobre um lençol de teia e depois são embrulhados com esse lençol, formando um casulo.

Traduzido e adaptado pelos professores César, Sezar e Bedaque,
do livro The Spiders, de B. J. Laston, Wm. C. Brown Company,
1953, Estados Unidos

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